July 07, 2016

[Tradução] Artigo com AYU na edição de junho da “Numero TOKYO”





Ayumi Hamasaki aparece pela quinta vez na Numero TOKYO, e desta vez fizemos fotos simples que enfatizam sua beleza. Esta é sua aparência real, antes de fazer a maquiagem e o cabelo. Sua linda e translúcida pele continua a mesma desde que a encontramos pela primeira vez, há cinco anos.

Quando perguntamos seu segredo, tivemos como resposta: “uso um soro hidratante completo desenvolvido por Yuuki Takano, responsável por minhas extensões de cílios, e a minha pele tem estado ótima. Me faz sentir como se pudesse ir muito mais longe!”

Então, lhe perguntamos qual a primeira coisa que fazia pela manhã. “Vou para o terraço com os meus cachorros, tomo banho se sol e sorrio. Receber os raios de sol todas as manhãs faz com que o dia siga no ritmo certo pra mim, além de influenciar na qualidade do meu sono. Com a idade, percebo a importância de manter um bom ritmo no meu dia a dia. E quando os meus cachorros, felizes, abanam as caudas, também me fazem sorrir.”

Vejam o meu verdadeiro eu. Confissões íntimas de uma cantora às portas de seu 18º aniversário de carreira. Ayumi Hamasaki agora como artista.

Durante anos, Ayumi ultrapassou seu papel como cantora ao se tornar uma artista completa, desafiando a si própria na criação de shows elaborados. Pondo os próprios limites em teste, apresentou aos fãs e ao público shows de qualidade excepcional.

Hoje aos 37 anos, suas marcas registradas são a natureza amável – que continua a mesma há 18 anos – e sua pele de admirável beleza, tão macia que parece pedir para ser tocada. A cantora dividiu conosco seu mais recente segredo no cuidado com a pele: “tentei usar esses cosméticos famosos pra gente da minha idade, mas no fim acabei voltando aos que usava antes.”

Desde então, confessa que mais pessoas têm comentado sobre a boa condição de sua pele. Os lábios carnudos e cor de cereja fazem parte do charme de Ayumi, e combinados à pele clara, os lábios úmidos ajudam a criar uma aparência saudável.

Aos 18 anos de carreira, Ayumi se considera “satisfeita com a vida”. “Na verdade, não tem mais nada que eu deseje. Quando fiz a turnê para o fã-clube, percebi o quanto gostava de cantar. Claro, ainda quero crescer como cantora e como artista. Isso me completaria no palco, que é o meu lugar. Mas fora isso, não tem mais nada que eu queira.”

Para criar um show à altura do planejado, entrou com determinação num treinamento físico. Exercícios e ginástica fazem parte de sua rotina diária. A turnê anual já começou.

Com um show que certamente agradará até aos não fãs, Ayumi se desafiou numa performance com acrobacias. Devido ao esforço adicional, atualmente leva um estilo de vida digno de um atleta.

Preciso muito de músculos pra fazer aquilo, então não posso perder um só dia de treino. Geralmente presto atenção no que como, mas com o esforço físico de agora, tenho uma perspectiva nova no cuidado com o corpo e adotei mais práticas saudáveis do que antes (risos).

Quando perguntamos seu segredo para manter a pele tão bonita, deu a seguinte resposta: “tentei usar esses cosméticos famosos pra gente da minha idade, mas no fim acabei voltando aos que usava antes.” Recentemente, passou a usar um soro hidratante completo desenvolvido por Takano sensei, da BONITO, e muitos a têm elogiado.

Isso se aplica ao treinamento físico, também. Fazer apenas o que é essencial. Exagerar pode ser ruim, então é importante saber do que o corpo e a pele precisam. Assim, também alterei minha rotina matinal. Costumava beber água quando me levantava, mas agora incluí um tempo com os cachorros na cobertura. Não importa o quão ocupada eu esteja, não abro mão disso. Quando recebe os raios de sol cada manhã, meu corpo sabe que é hora de começar um novo dia, e fica fácil ajustar meu relógio biológico. Assim, consigo um bom descanso à noite. Decidi manter esses hábitos diários (risos).

Na verdade, dias atrás passei três noites em claro por causa do trabalho para a turnê, e quando entrei na cabine de gravação perdi o foco quando a música começou. Pensei “hein? O que eu devia fazer agora?” (risos). Antes fazia as coisas mesmo sem descansar ou dormir, mas as consequências disso ficaram piores, e hoje leva mais tempo para o meu corpo voltar ao normal... Aliás, brincar com os meus cachorros me faz sorrir, então estou fazendo muito isso. Acordar e já começar a trabalhar, como checar o celular ou o computador pra ver a lista de afazeres do dia, não me deixa tempo pra risadas e não vejo isso como algo bom. Primeiro, quero sentir os raios de sol e sorrir. Só depois começo o meu dia. Pode levar pouco tempo, mas pode ser do que o meu corpo precisa.

Quando afirmou saber o que realmente queria, provavelmente tinha relação com estar “satisfeita com a vida”. A verdade é que ela falou sobre isso no ano passado, logo após a primeira turnê voltada para o fã-clube em 12 anos.

Na verdade, não tem mais nada que eu deseje. Quando fiz a turnê para o fã-clube, percebi o quanto gostava de cantar. Claro, ainda quero crescer como cantora e como artista. Isso me completaria no palco, que é o meu lugar. Mas fora isso, não tem mais nada que eu queira.

Estas palavras vieram de uma reflexão após 18 anos de trabalho em músicas e shows. Com isso, perguntamos como ela se via enquanto artista na época em que estreou como cantora.

Pensando agora, nunca soube que tipo de artista eu queria ser ou que tipo de música queria cantar... Parecia mais que estava escrevendo cartas ou um diário, e não letras de música. O nome do meu último álbum é “MADE IN JAPAN”, em referência a mim e ao lugar que tenho orgulho de estar, um lugar que eu amo, onde está tudo que tenho... Então, mais que como eu queria ser, está mais para como posso mudar aquilo que me tornei. Mas enquanto desenvolvia o álbum, o que tinha em mente eram as coisas que não podiam ser mudadas. Então não liguem se ficou meio sombrio. (risos)

Meu trabalho requer estar diante das pessoas, e não tenho chance de mostrar isso pra elas. Preciso sorrir, preciso agir com firmeza. Sei que não precisava fazer isso, mas também não queria compartilhar minhas ideias com ninguém, nem era tola o bastante pra fazer isso. Significa que o “eu” que eu fui na época de “A Song for XX” é basicamente o mesmo de hoje, 18 anos depois... Nesse período, as coisas que não posso contar para os outros aumentaram, então essa parte sombria ainda persiste... E nem tenho intenção de contar essas coisas pra alguém no futuro. Mas, mais que carregar esse fardo e ficar abalada, talvez conseguisse ficar em paz se cantasse sobre ele...

Quem ouve é livre pra encontrar significado na música, se o que estou cantando é verdade, se o “eu” ou o “você” na letra se refere a mim, ou se o “você” se refere a quem ouve... Mas a música é a minha forma de encontrar equilíbrio e continuar firme, então me sinto realizada ao cantar sobre essas coisas. E quando levo uma música dessas para o palco, a vejo sob outra perspectiva, já que sou outra pessoa diferente daquele “eu” que a compôs. Só que ela continua sendo uma obra minha e ainda sou capaz de transmitir aquela mensagem, e isso me purifica e me ajuda a conseguir equilíbrio. Essas ideias estavam na minha cabeça enquanto desenvolvia o álbum.

Ela nos mostrou vários fragmentos das letras logo após escrevê-las. Mas o fato de que essas palavras e seus sorrisos escondem um lado desconhecido seu fere nosso coração...

Sempre que terminava uma parte das letras, eu pensava “será que essa pessoa está bem?” ou “ela deve estar perdida no meio da escuridão” (risos). Mas sabia que não era culpa de outra pessoa senão minha. Já me questiono e aponto vários erros em relação a mim mesma e às coisas ao meu redor. Acho que já resolvi certas questões e corrigi alguns erros.

Às vezes, nos culpamos por coisas complicadas, ou sentimos medo e deixamos que ele tome conta. Daí, fingimos que não vemos e acabamos escondendo essas coisas desagradáveis... Mas o arrependimento por isso dura a vida toda, e nunca sabemos o que acontecia com elas enquanto ficavam ocultas... Isso aconteceu muito nesses 18 anos, então talvez seja por isso que tomem a forma de letras de música...

O álbum “A BEST”, que vendeu um total de 5 milhões de cópias, foi lançado em março numa versão remasterizada e mostrou claramente a real perspectiva da cantora que está na estrada há mais de uma década, algo que o último álbum também faz. Por outro lado, o relançamento do “A BEST” trouxe muitos comentários daqueles que se sentem “salvos” ou “ajudados” por suas músicas. O que Ayumi pensa sobre tais comentários?

Pra ser honesta, quando as pessoas associam lembranças variadas às minhas obras e se sentem nostálgicas ou alegres, os comentários me alegram e me sinto feliz em ser a Ayumi Hamasaki que compôs essas músicas.

Mas existe um outro lado meu... Quando todos relembram com alegria como a música os faz lembrar o quanto amavam alguém, este é o meu pior momento. Sou do tipo que raramente escreve sobre felicidade, e somando com o fato de que nunca esqueço o meu estado psicológico quando escrevi cada uma daquelas músicas, os dias antes e após o relançamento do “A BEST” foram emocionalmente nulos pra mim. Queria que tudo desaparecesse... Sabia que não devia voltar a ser como era naquela época. Tem coisas que preciso fazer hoje, então preciso seguir em frente. Estou vivendo o presente e não quero ser arrastada para 15 anos atrás. Esses foram os meus pensamentos sombrios.

É diferente de quando estou no palco, porque é bom. Nele, sou uma artista, e estou lá por outras pessoas. Mas em casa, a simples visão do “A BEST” já me faz sentir como se não precisasse existir para os outros, e posso chorar e me enfurecer o quanto quiser. Mas não quero fazer isso, então assim que recebi o CD, enfiei num canto da estante (risos).

Será que este álbum vai fazê-la sentir o mesmo daqui a alguns anos?

Acho que não. Quem surgiu desta vez foi o “eu” que eu fui enquanto criava essas músicas, e que se tornou adulta e cresceu bastante graças a muita gente, então me acho capaz de perdoar bem mais... A maior diferença deve estar no fato de que hoje sou capaz de discernir melhor as coisas e que antes era muito inexperiente, então subir no palco e cantar certas músicas era muito doloroso. Não importa pra qual “eu” daquela época eu olhe, tudo que vejo é alguém muito despreparada.

Foi como na minha primeira turnê, com os Atos 1 e 2 (risos). Eu não percebi até que os meus amigos me disseram, mas eu não queria que o show acabasse, apesar de me esconder no backstage quando terminava de cantar. Acho que queria fugir porque tinha medo. Eu costumava ser assim… Ainda sinto medo, às vezes, mas agora o medo vem da responsabilidade. Antes, era só medo de ser vista por olhos curiosos. Naquele tempo, sempre me perguntava se o público estava ali pela minha música ou apenas por curiosidade, pra ver quem essa tal “Ayu” era de verdade...

Pra ser franca, eu era bem insegura. Por exemplo, quando um dos meus penteados virou moda, sabia que devia estar feliz, mas senti medo e queria que todo mundo parasse de olhar pra mim... Por fim, quis deixar de aparecer em pvs e fazer capas com desenhos. Foi uma pequena rebeldia da minha parte. Quando chegou na capa de “SEASONS”, eu estava segurando uma foto rasgada do desenho de “vogue”. Aquilo também foi rebeldia, porque achava que não tinham nenhum interesse em mim, que se eu desaparecesse no dia seguinte, me trocariam por outro artista qualquer. Aquilo também serviu pra me fazer parar de criar expectativas demais e no fim me decepcionar.

Hoje, não importa o que aconteça, apenas ignoro. Não importa mais. Não vou me deixar abater por coisas tão pequenas, então não importa o que digam ou façam, não vou mais me machucar. Acho que o mais correto seria dizer que eu não sou mais capaz de ser machucada, porque agora sei o que se tornou o mais importante pra mim...

Talvez o mais importante para ela hoje seja ser Ayumi Hamasaki e transmitir algo através das músicas e shows. E o momento em que esta mulher, que revela pouco da vida particular, está mais animada e feliz é sem dúvida quando está trabalhando.

Tem várias músicas na turnê MADE IN JAPAN que eu não canto há muito tempo, o que surpreendeu minha equipe e os dançarinos.

Ainda quero entreter meu público e fazê-lo se divertir, mas também quero transmitir que “sim, isso tem a ver com o Japão”. Mesmo que não gostem de mim ou conheçam apenas uma música em toda minha discografia, quero compartilhar as maravilhas do Japão com eles.

O tema também vai falar sobre essa era tão estranha, onde o anonimato é usado pra atacar as pessoas. Acho que todo mundo já percebeu que tudo anda muito louco hoje em dia, que está saindo do controle e é muito problemático tentar ajudar alguém a ser feliz...

Assim como este álbum, a turnê vai ser muito honesta e direta em muitas formas. Essa é uma reflexão de como eu sou hoje.

Tradução e adaptação:JP Hamasaki
crédito:AHS
  

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