July 28, 2015

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[Tradução] Numéro TOKYO - Setembro/2015


APENAS COMO ELA É




Ayu fala sobre felicidade, fugir para Los Angeles e voltar para o Japão, Cirque de Minuit, A ONE e sixxxxxx.




Fonte: akiramezu.tumblr.com
Tradução e adaptação: Nana Aino
Para Mirrorcle World e AHBR




Sua turnê nacional Cirque de Minuit fechou as cortinas — O palco foi uma verdadeira obra de arte enquanto se desdobrava dramaticamente, verdadeiro à palavra "circo". [...] Mas o que mais marcou foram as luzes ofuscantes que ela emite. [...] Pergunto-me quanto tempo e experiência são necessários para brilhar assim? 

Apaixonar-se ou se tornar mãe — Pessoas geralmente dizem que as mulheres brilham mais forte quando experimentam ao máximo a felicidade feminina. Se felicidade é equiparada a brilho, isso significa que, para você, a felicidade está no palco?
Eu acho que sim. Em primeiro lugar, acho que minha felicidade em minha vida pessoal e minha felicidade como a artista Ayumi Hamasaki são coisas diferentes. Como artista, tenho que fazer escolhas constantemente e continuar "puxando o trem". Quero proteger minha equipe, então tenho que cuidar deles. — Nesse sentido, parte de mim deve ser forte constantemente, para representar "a figura absoluta". Felicidade é o momento que eu sinto que consegui cumprir esse papel com perfeição. Por outro lado, quando não consigo me sentir assim é muito ruim e eu quero me xingar. Em contraste, não sou eu que "puxa o trem" em minha vida pessoal. Sou diferente do meu eu profissional, de certa forma. Mas acho que é por isso que funciona.

Como você é em sua vida pessoal?
Por exemplo, eu pareço a mais nova, mesmo quando estou com pessoas mais novas do que eu. O que fazer? Quando não estou trabalhando, as pessoas me incentivam a fazer as coisas adequadamente, eu acho. Sempre foi assim. Poder ser assim na minha vida pessoal é uma forma confortável de felicidade.

Eu sei (risos). Nós brincamos diversas vezes que você parecia uma adulta durante a sessão de fotos.
Uhh, tipo "mas eu sou mesmo uma adulta?" (risos). Talvez aqueles ao meu redor naturalmente tenham essa impressão porque fico completamente relaxada e desatenta quando não estou trabalhando.

O que você pensa sobre "felicidade como mulher"?
Para ser sincera, nunca pensei nas coisas me caracterizando como mulher. Já sou muito ocupada com meu eu profissional e meu eu pessoal.

Mas você também não estava procurando por respostas morando em LA e tentando separar sua vida privada e pessoal nos últimos anos? Isso foi uma tentativa de descobrir diferentes felicidades?
Eu estive, não é? (risos) Agora me pergunto se eu estava me esforçando a toa. Eu apenas não queria ouvir "eu te avisei" apesar de já saber que isso tornava meu trabalho mais difícil e era errado. Eu apenas disse "LA é divertida" e me joguei como se fosse a melhor escolha para mim naquele momento (risos).

Você admite, huh? (risos) Há tempos em que queremos voltar atrás, mas não podemos, não é?
Eu tendo a fazer coisas nos extremos, assim é difícil mudar de direção. Tipo "já se tornou algo tão grande agora e eu disse que faria" — acontece com frequência, para ser sincera. Com seriedade eu escolho "eu sou assim, quero enfrentar as coisas dessa forma" e tomo essas decisões, mas depois me pergunto "Hum, eu estava errada?"

Todos tem coisas que não saberão, a não ser que tentem. Felicidade vem em diferentes formas para cada um e as coisas que desejamos mudam a medida que o cenário muda.
Eu sou uma pessoa do contra. Quanto mais pessoas a minha volta dizendo que eu não deveria fazer alguma coisa, mais eu me esforço pra saber se eu realmente não deveria. Eu provavelmente continuarei fazendo isso (risos). Fazer as coisas da minha maneira me fez falhar muitas vezes, mas ainda não perdi meu espírito. Se as pessoas pudessem me parar, eu já teria mudado meu jeito há muito tempo (risos).

Todas suas experiências se transformaram em músicas, certo? Seu álbum de abril, A ONE, contém muitas músicas remanescentes da antiga "viva o momento" Ayumi Hamasaki. No fim, mudanças não acontecem se não continuamos em frente com nossas próprias pernas. Paramos quando nos sentimos satisfeitos.
Eu concordo. Como dizer? Acho que ser uma escrava da música é um precedente na minha vida atual.Não posso sacrificar a música pelo meu bem pessoal, mas posso fazer o contrário.

Quando se sentiu assim pela primeira vez?
Achei que ia parar em 2 ou 3 anos depois que debutei. Não sei quando me dei conta de que não poderia mais voltar atrás.

Mas mesmo decidindo que essa é a sua vida, você ainda procurou uma forma de deixar sua vida pessoal e profissional coexistir quando se mudou para LA, não é?
Para ser sincera, é mais justo dizer que eu estava fugindo do que procurando uma forma.

Fugindo de que? De Ayumi Hamasaki?
Talvez. Senti como se estivesse tentando fugir do maior escorregão da minha vida. "Eu fiz algo terrível" — não conseguia parar de me sentir assim. E quando senti que isso ia continuar assombrando minha vida, me senti patética. Simplesmente não podia continuar no Japão. Eu sentia "nada faz sentido, não importe o que eu cante" enquanto eu escrevia músicas. Não conseguia escrever, já que havia perdido toda confiança em mim. Eu pensava "para que estou vivendo se não consigo fazer música?", estava sufocada e assustada. Acho que tudo começou quando passei a fugir dessas coisas.

Entendo.
Eu escorreguei várias vezes. Ficava triste e então me reerguia toda vez. Mas dessa vez, essa única vez, eu não conseguia me consertar. Não tinha desculpas e não podia ignorar tudo também. Acho que, de alguma forma, queria recomeçar. Achei que pudesse fugir um pouco de ser Ayumi Hamasaki que fez coisas estúpidas se saísse do Japão. Mas, no fim, percebi que as coisas não são tão simples. Comecei a viver em um lugar novo, com um novo parceiro e pude trabalhar num lugar criativamente abençoado como LA. Ganhando inspiração dessas novas coisas, consegui continuar fazendo música. Só que algo sempre parecia estar fora do lugar, então decidi voltar para o Japão para descobrir o que.

Você não podia ser verdadeiramente feliz se não fosse uma escrava da sua música, como era no Japão. Você percebeu que isso é o mais importante para você?
Isso é verdade. Acho que consegui expressar essa convicção na turnê Cirque de Minuit. A decisão "não fugirei mais daqui, ficarei aqui para sempre." Do momento em que comecei a criar o Cirque de Minuit, no Countdown Live do ano passado, eu segui em frente com o tema sem hesitar. Senti que tinha voltado a ser eu mesma, conseguia decidir tudo tão rápido. Não me sentia assim há muito tempo.

Eu ouvi que o cenário de Cirque de Minuit foi "ninguém vive no palco". Por que você escolheu esse tema?
Mesmo que você seja derrubado pelo destino, mesmo que as pessoas digam que você não pode fazer isso, mesmo que riam de você — eu queria que o palco tivesse força de afastar todas essas coisas. É por isso.

Essa mensagem também foi direcionada a você?
Sim. Acredito que meu tempo em LA me levou ao ponto de me sentir assim. Aqueles dias foram necessários para mim. Talvez começasse a odiar música se tivesse continuado no Japão daquela forma, talvez eu tivesse desistido de mim mesma.

Ela disse que queria separar a vida pessoal da profissional. Ela parece ter aproveitado a vida em LA, mas ouvimos a verdade por trás dessas palavras. — Conhecendo-a e sua carreira, não é difícil entender porque ela não conseguia dizer a verdade com clareza.

Quando você começou a turnê, houve um rumor entre os fãs de que você se aposentaria afinal, não é?
Sim. Fazendo a minha maior setlist de todas e a escolha das canções fizeram com que eles pensassem que eu decidi algo assim, eu acredito.

Também pode ser porque você sorriu com serenidade, tipo "não tenho arrependimentos se isso acabar agora", depois de cada performance.
As pessoas que assistiram a Cirque de Minuit são aquelas que não me jogaram fora quando eu estava fugindo — Quando eu voltei para o Japão, pensei "Vamos fazer tudo que eu posso agora, vamos fazer coisas que eu não posso também. Pode não funcionar, mas vou tentar mesmo assim." Não era uma questão de sobreviver nesse mundo, mas eu queria me impor como antes, para os fãs que esperaram por mim. Tive que trabalhar duro para isso acontecer. Se eu não tivesse, me sentira eternamente arrependida. Também decidi fazer minha primeira turnê para o fã clube em 12 anos, nesse outono, esperando "por favor, deixe-me ver o maior número possível de vocês" — eu estava fugindo, mas abri meus olhos. Essa é minha felicidade em minha vida atual. Não joguei fora minha felicidade pessoal, mas preencher minha felicidade como a artista Ayumi Hamasaki definitivamente pesa mais na balança. É assim que viverei a vida agora, enquanto meu corpo continuar a se mover, enquanto durar minha voz.

Você lançará o novo mini álbum sixxxxxx em setembro. Como ele se desenvolveu de A ONE, que foi considerado o retorno às suas raízes?
Acho que é ainda um jpop mais clássico que A ONE e se aproxima mais de A Song for xx. Porque, quando olhei calmamente para as letras, pensei "ainda estou procurando um lugar para pertencer, ainda estou procurando por amor, ainda acredito que há esperança em algum lugar."

A ONE também tinha partes assim, certo?
A ONE foi um pouco mais individualista. Em sixxxxxx, o "eu" x "outra pessoa" é mais forte, eu acho.

Dando uma nova olhada em si mesma e depois olhando para o exterior... algo nesse sentido?
Pode ser verdade. Talvez refazendo tudo de novo? Estou reconstruindo depois de ter uma experiência completa uma vez: querendo e perdendo coisas, falhando e aprendendo lições, selecionando o que preciso e me livrando do que não preciso. Se a felicidade de uma família típica é o símbolo de amor e felicidade que transbordam, fazer música e criar performances desde a base preenchem esses sentimentos para mim. Assim como uma mãe não encara o tempo que passa com seu filho como um sacrifício, posso sentir a felicidade da vida e o calor de outras pessoas através da música. Eu disse que sou uma escrava da música, mas é porque eu quero ser. Quero aproveitar essas coisas na minha vida, sinceramente.

Ela faz o seu papel e preenche sua vida como a artista Ayumi Hamasaki. Essa determinação é a grande fonte de seu brilhantismo. Os novos passos de agora em diante, pintarão seu passado fugitivo, certamente o ofuscando.

  

6 comments:

  1. Incrível, perfeito, simplesmente essa é a minha ídola! Eu tenho muito orgulho, dia pós dia desses 15 anos ao lado dela, caminhando sem parar, de mãos dadas. Faça músicas para você Ayu, que nós estaremos aqui de braços abertos esperando sua voz!

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  2. Como tenho orgulho dessa minha diva! *-*

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  3. Boa tarde Ana. O blog não foi abandonado. A Ayu que não esta fazendo muita coisa mesmo para que possamos postar. Também tem nossa vida aqui fora que está bem hard. HAHAHAHAHA
    No mais, o Ayutube e o Hamasaki Ayu Downloads está na ativa e legendando vários shows. Você já deu uma olhada? Um abraço!

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  4. Achei digno U.U
    Mesmo assim, espero lançamentos melhores e um cronograma mais organizado. Eu também achei terrível esse tempo que Ayu foi pra L.A, foi como se ele tivesse entrado numa maquina de lavar e girasse entre muitas coisas, achei bem perdida.
    Ainda assim, agora visivelmente mais estabilizada, realmente aguardo que ela tenha um melhor desenvolvimento na carreira. Foi terrível (é ainda) rebater as pessoas dizendo que a era dela acabou, mesmo que tenha vezes que eu tive que ficar tipo: "amiga assim fica difícil te defender né" (ex: lançamento de lelio) kkkkkkk

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